As séries de terror sempre fazem um especial de Halloween, na proximidade da data. Os episódios, geralmente, são diferentes e criativos, envolvendo sempre alguma bruxaria que transforma máscaras em pesadelos reais ou criaturas que não são distinguidas entre as pessoas que comemoram a data. No caso de "Supernatural", uma série que basicamente traz em seu repertório semanário monstros e fantasmas, podemos dizer que todo episódio é Halloween.

No entanto, faltava no seriado um episódio que fosse realmente dedicado ao Dia das Bruxas, envolvendo alguma tradição e lenda de costume nessa época. Coube a Julie Siege desenvolver algo no gênero, deixando a direção a cargo do experiente Charles Beeson - que já comandou outros episódios da série. Assim, "It's the Great Pumpkin, Sam Winchester" foi exibido na TV no dia 30 de outubro, conseguindo uma boa avaliação dos telespectadores e críticos. Na trama, os irmãos Winchester resolvem investigar a estranha morte de um pai que, depois de atacar alguns docinhos de "trick or treat", acaba engolindo lâminas. Ao pesquisar o local, eles descobrem um saquinho de maldição escondido, o que evidencia a participação de alguma bruxa. Uma busca nos livros e internet traz a provável solução para o mistério: alguém pretende realizar três sacrifícios e assim trazer de volta o espírito de Samhain, o deus celta dos mortos, uma entidade que - acreditavam - possuia os corpos dos mortos, trazendo-os à vida, até o dia 31 de outubro - data em que se comemora o Halloween.

Na mitologia da série, tal acontecimento está relacionado à quebra de um dos 66 selos que podem trazer Lúcifer para a terra. Devido à seriedade da situação, entra em cena o anjo Castiel, em sua primeira aparição para Sam (que, até então, considerava os anjos como seres celestiais, de alma pura e bondosa), acompanhado de uma figura assustadora: Uriel, um anjo responsável, vamos dizer, por limpar a sujeira. De ar arrogante, ele é capaz de varrer uma cidade inteira do mapa para evitar catástrofes para a humanidade. Ambos, pedem aos irmãos que saiam da cidade, pois o local será completamente destruído e tal ato impedirá o renascimento de Samhain e a quebra do selo. Claro que, para os irmãos, a morte de milhares de pessoas uma cidade não é algo que a dupla quer para a consciência; seria muito mais fácil tentar liquidar a bruxa antes do terceiro sacrifício e evitar a morte de inocentes. Assim, o confronto de ideais torna-se inevitável.

O sétimo episódio da quarta temporada foi interessante. Além de apresentar algumas informações importantes para a série (mais uma vez, as atitudes de Sam são questionadas), o episódio fez referência à origem do Halloween - às máscaras que escondem as pessoas de Samhain -, e teve momentos de humor moderados, como aquele encontro com o garotinho astronauta. Se por um lado é intrigante a presença dos irmãos no local, depois de uma morte que poderia ser relacionada a um assassinato comum, por outro, a presença de um inimigo que alterna o seu grau de dificuldade (por que Sam foi atingido pela bruxa, mas não é afetado por um demônio?) chega a decepcionar.

Os mortos-vivos também mereciam um destaque maior nesse episódio - talvez, o momento mais esperado pelos fãs do gênero poderia ser aquele que acontece num mausoléu, mas a cena é cortada para um confronto mais importante, mas menos empolgante.

Ainda assim, podemos considerar "It's the Great Pumpkin, Sam Winchester" como mais um dos bons episódios de uma ótima temporada, com uma bela homenagem à data, e mais uma vez a preparação para o duelo final...



1 Necronomicon:

Amo Supernatural e achei legal você falar desse episódio, que foi um dos melhores episódios, na minha opnião.
Mas queria saber qual é o nome da música que toca na festa da Tracy, logo que ela aparece pela primeira vez, com uma menina vestida de médica, sabe?
Obrigada.

15 de maio de 2011 15:42  

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